🏊‍♂️ Estratégias Nutricionais para Triatletas de Longa Duração | NutriFit Coach

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🏊‍♂️ Estratégias Nutricionais para Triatletas de Longa Duração

Energia, foco e recuperação para nadar, pedalar e correr com desempenho máximo

❓ Questões Abordadas Neste Material

🍽️ O que comer antes de uma prova de triatlo longa como o Ironman?

Clique para descobrir a estratégia completa de carb loading e refeição pré-prova

⚡ Quantos carboidratos por hora devo ingerir no triatlo?

Entenda as necessidades específicas para cada modalidade

🔄 Como fracionar a alimentação entre natação, ciclismo e corrida?

Estratégias adaptadas aos desafios digestivos de cada fase

💊 Quais os melhores suplementos para provas acima de 4 horas?

Protocolo completo de suplementação para ultra resistência

🚨 Como evitar câimbras e distúrbios intestinais durante a prova?

Prevenção e manejo de problemas comuns em provas longas

🥤 Que tipo de bebida usar em cada etapa do triatlo?

Hidratação específica para natação, bike e corrida

🏁 Como planejar a nutrição nas transições T1 e T2?

Maximize os momentos de transição para otimizar sua energia

😐 O que fazer quando não dá fome durante a prova?

Estratégias para manter a ingestão mesmo sem apetite

🍌 É possível usar alimentos sólidos em provas longas?

Quando e como incluir sólidos na estratégia nutricional

🔄 Como recuperar melhor após um triatlo de longa duração?

Protocolo de recuperação nutricional pós-prova

🍽️ Preparação Nutricional Pré-Prova: Carb Loading e Última Refeição

A preparação nutricional para um Ironman ou triatlo de longa duração começa 7 dias antes da prova, não apenas na véspera. Implemente um protocolo de carb loading modificado: nos primeiros 3-4 dias, mantenha treinos normais com ingestão moderada de carboidratos (5-7g/kg); nos últimos 3 dias, reduza drasticamente o volume de treinos e aumente a ingestão para 7-10g de carboidrato por kg de peso corporal. Priorize fontes familiares e de fácil digestão como arroz branco, batata, macarrão, pães, frutas maduras e mel. Evite fibras em excesso, leguminosas e vegetais crucíferos que podem causar gases e desconforto.

A hidratação pré-prova é tão importante quanto o carb loading. Nos 2-3 dias anteriores, consuma 35-40ml de líquidos por kg de peso corporal, incluindo bebidas esportivas para começar o carregamento de eletrólitos. No dia anterior, evite completamente alimentos ricos em fibras (verduras folhosas, grãos integrais, frutas com casca), gorduras em excesso (frituras, queijos gordos, carnes vermelhas) e qualquer alimento que você não está habituado. Prefira refeições leves e fracionadas a cada 3-4 horas, mantendo glicemia estável e evitando picos insulínicos que possam prejudicar o sono.

A refeição final, consumida 2-3 horas antes da largada, deve ser sua obra-prima nutricional: 2-4g de carboidratos por kg de peso corporal, proteína magra (20-30g), mínima gordura e zero fibras. Exemplos testados incluem panquecas com mel e uma fatia de peito de peru; pão francês com geleia e queijo branco; tapioca com banana e uma pitada de sal; ou mingau de aveia refinada com frutas maduras. Acompanhe com 500-600ml de bebida esportiva diluída. Evite cafeína em excesso neste momento – reserve-a para momentos estratégicos durante a prova. Teste esta refeição exata pelo menos 3 vezes em treinos longos antes do dia da prova.

7 dias antes

Treino Normal: 5-7g CHO/kg + hidratação 35ml/kg

3 dias antes

Carb Loading: 7-10g CHO/kg + redução treinos 80%

Véspera

Manutenção: Evitar fibras + refeições leves

3h antes

Refeição Final: 2-4g CHO/kg + 500ml bebida

30min antes

Ajuste Final: Gel + 200ml isotônico

Fonte: www.nutrifitcoach.com.br

⚡ Necessidades de Carboidratos por Hora em Cada Modalidade

As necessidades de carboidratos no triatlo variam drasticamente entre as modalidades devido às diferentes demandas metabólicas e capacidades digestivas. Durante a natação (1-2 horas), a ingestão é zero – você depende completamente dos estoques de glicogênio carregados nos dias anteriores. Por isso, a estratégia pré-prova é crítica. Alguns atletas consomem um gel energético 15-30 minutos antes da largada para garantir glicemia estável, mas isso deve ser testado extensivamente em treinos para evitar desconforto digestivo durante os primeiros metros na água.

No ciclismo (4-8 horas), você tem a janela de oportunidade nutricional mais valiosa. A posição no bike, menor impacto gastrointestinal e estabilidade permitem ingestão de 60-90g de carboidrato por hora – alguns atletas elite conseguem até 120g/h quando bem treinados. Use a estratégia de múltiplos transportadores: combine glicose (maltodextrina, dextrose) com frutose em proporção 2:1. Varie entre líquidos (bebidas esportivas), semi-sólidos (géis) e sólidos (barras, bananas, bolos de arroz). Estabeleça alarmes no ciclocomputador para comer a cada 15-20 minutos religiosamente – não confie na fome como indicador.

Na corrida (3-6 horas), a realidade muda drasticamente. O redirecionamento do fluxo sanguíneo e o impacto digestivo reduzem sua tolerância para 30-60g de carboidrato por hora. Foque em fontes líquidas e de rápida absorção: géis diluídos, bebidas esportivas, água de coco, e pequenas quantidades de alimentos familiares como banana ou paçoca. A consistência é mais importante que o volume – é melhor ingerir 40g constantemente do que tentar forçar 80g e ter problemas digestivos. Monitore sinais de hipoglicemia: fraqueza súbita, confusão mental, tremores, e ajuste a ingestão imediatamente.

📊 Necessidades de Carboidratos por Modalidade
Modalidade Duração CHO/hora Tipo Recomendado Frequência
Natação 1-2h 0g (estoques) Pré-prova apenas
Ciclismo 4-8h 60-90g (até 120g) Glicose + Frutose 2:1 15-20min
Corrida 3-6h 30-60g Líquidos + géis 20-30min
Transições 5-15min 15-30g Gel rápido Pontual
Fonte: www.nutrifitcoach.com.br

🔄 Estratégia de Fracionamento Entre as Modalidades

O fracionamento nutricional no triatlo exige adaptação às características únicas de cada modalidade, considerando não apenas as demandas energéticas, mas também as limitações digestivas e oportunidades logísticas. Durante a natação, foque totalmente na técnica e navegação – sua única “nutrição” é a tranquilidade de saber que seus estoques estão carregados. Alguns atletas experientes consomem uma pequena quantidade de bebida esportiva nos minutos finais do aquecimento, mas evite qualquer experimentação no dia da prova. O objetivo é chegar ao T1 com energia preservada e pronto para iniciar a alimentação sistemática.

O ciclismo deve ser tratado como sua “fábrica de energia” para toda a prova. Inicie a alimentação nos primeiros 15-30 minutos do pedal, mesmo que não sinta fome – seus estoques começam a se esgotar após 90-120 minutos de exercício. Varie texturas e sabores ao longo da etapa: comece com líquidos (isotônicos), progredindo para semi-sólidos (géis) e sólidos (barras, frutas) conforme se adapta ao ritmo. Nos últimos 45 minutos do bike, reduza progressivamente alimentos sólidos e concentre-se em líquidos com eletrólitos para preparar o sistema digestivo para o impacto da corrida. Esta transição nutricional é crucial para evitar desconforto nos primeiros quilômetros correndo.

Na corrida, simplifique drasticamente sua estratégia. Esqueça alimentos complexos e foque em fontes de energia de absorção rápida que você pode consumir em movimento. Estabeleça pontos fixos para alimentação (a cada posto de hidratação ou a cada 5km) e alterne entre bebidas esportivas e géis. Tenha um plano B preparado: se géis causarem enjoo, mude para bebidas; se bebidas parecerem “doces demais”, dilua com água; se nada “descer”, foque apenas na hidratação e considere reduzir o ritmo. A flexibilidade é fundamental – muitos triatletas falham por tentar forçar uma estratégia que não está funcionando no momento.

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Natação

Estratégia: Zero ingestão
Foco: Técnica e ritmo
Energia: Estoques pré-prova

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Ciclismo

Estratégia: Máxima ingestão
Foco: Variedade e constância
Energia: 60-90g CHO/h

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Corrida

Estratégia: Simplificação
Foco: Líquidos e géis
Energia: 30-60g CHO/h

Fonte: www.nutrifitcoach.com.br

💊 Protocolo de Suplementação para Provas de Ultra Resistência

A suplementação em provas de ultra resistência vai muito além dos carboidratos básicos, exigindo uma abordagem sistemática que considera preservação muscular, função neurológica, equilíbrio eletrolítico e recuperação contínua. O protocolo deve começar semanas antes da prova: creatina monohidratada (3-5g/dia) por 4+ semanas para saturar os estoques musculares e melhorar a capacidade de produção de energia ATP; beta-alanina (3-5g/dia divididos em doses) por 6+ semanas para tamponar o lactato muscular; e colágeno hidrolisado com vitamina C (10-15g/dia) para fortalecer tendões e articulações que sofrerão impacto prolongado.

Durante a prova, a suplementação deve ser estratégica e bem distribuída. Eletrólitos são fundamentais: 500-700mg de sódio por hora (mais em calor extremo), 150-300mg de potássio, e 50-100mg de magnésio para prevenir câimbras e manter função neuromuscular. Use cápsulas de eletrólitos para personalizar a dosagem conforme suas perdas individuais de suor. A cafeína deve ser fracionada: doses de 50-100mg a cada 3-4 horas, evitando picos e quedas. Inicie após 2-3 horas de prova e reserve doses maiores (150-200mg) para momentos críticos como os últimos 10km da corrida ou subidas difíceis no bike.

Para preservação muscular em provas acima de 6-8 horas, considere aminoácidos ramificados (BCAAs) em doses de 5-10g a cada 2-3 horas, especialmente durante o ciclismo quando a tolerância digestiva é maior. Alguns atletas se beneficiam de pequenas doses de proteína whey (10-15g) a cada 4-5 horas, mas isso deve ser testado extensivamente pois pode causar desconforto digestivo. Antioxidantes como vitamina C e E são controversos – prefira fontes naturais como frutas vermelhas nos pontos de apoio. MCT oil (5-10ml) pode fornecer energia rápida para o cérebro, mas use com extrema cautela pois pode causar desconforto gastrointestinal severo se não estiver habituado.

🧪 Cronograma de Suplementação em Provas Longas
Suplemento Pré-Prova Durante (Timing) Dose Objetivo
Creatina 4+ semanas 3-5g/dia Energia ATP
Eletrólitos 2-3 dias A cada hora 500-700mg Na Equilíbrio hídrico
Cafeína Evitar 48h A cada 3-4h 50-100mg Foco neural
BCAAs A cada 2-3h 5-10g Preservação muscular
Beta-alanina 6+ semanas 3-5g/dia Tampão lactato
Fonte: www.nutrifitcoach.com.br

🚨 Prevenção e Manejo de Câimbras e Distúrbios Digestivos

Câimbras em provas longas resultam principalmente de desequilíbrios eletrolíticos, fadiga neuromuscular e desidratação, não simplesmente “falta de alongamento” como muitos acreditam. A prevenção começa com um cálculo preciso das suas perdas de suor: pese-se antes e depois de treinos de 1 hora em diferentes condições climáticas. Cada 1kg perdido equivale a 1L de suor e aproximadamente 500-800mg de sódio perdido. Use essa informação para personalizar sua reposição: atletas “salgados” (que formam cristais de sal na roupa) precisam de 700-1000mg de sódio por hora, enquanto atletas com suor mais diluído podem se satisfazer com 400-600mg por hora.

Para prevenir distúrbios gastrointestinais, a regra de ouro é “nada novo no dia da prova”. Teste toda sua estratégia nutricional pelo menos 5-10 vezes em treinos longos de 4+ horas, incluindo os mesmos produtos, sabores, concentrações e timing. Treine seu intestino progressivamente: comece com estratégias simples (apenas bebidas esportivas) e vá adicionando complexidade (géis, sólidos) conforme a tolerância melhora. Evite alimentos ricos em fibras, gorduras, proteínas e frutose em excesso. A proporção ideal de glicose:frutose é 2:1 para maximizar absorção sem sobrecarregar transportadores intestinais específicos.

Quando problemas já se instalaram durante a prova, aja imediatamente. Para câimbras: pare, estique suavemente o músculo afetado, consuma eletrólitos concentrados (cápsulas de sal) e reidrate-se progressivamente com pequenos goles frequentes. Para distúrbios digestivos: reduza imediatamente a intensidade, pare a ingestão de sólidos, focando apenas em pequenos goles de água ou isotônico muito diluído. Se náusea persistir, tente técnicas de acupressão (pressione firmemente o ponto entre polegar e indicador) ou mascar gelo/balas de gengibre. Lembre-se: é melhor perder 5-10 minutos resolvendo um problema do que abandonar a prova por tentar “empurrar” através da dor.

⚡ Prevenção Câimbras

• Calcule perdas de suor individuais
• 500-1000mg sódio/hora
• Hidratação constante
• Eletrólitos balanceados

🛡️ Prevenção Digestiva

• Teste tudo em treinos longos
• Evite fibras e gorduras
• Proporção glicose:frutose 2:1
• Progressão na complexidade

🚨 Manejo Câimbras

• Pare imediatamente
• Alongamento suave
• Cápsulas de eletrólitos
• Reidratação gradual

🤢 Manejo Digestivo

• Reduza intensidade
• Pare ingestão sólidos
• Água/isotônico diluído
• Técnicas de acupressão

Fonte: www.nutrifitcoach.com.br

🥤 Estratégia de Hidratação Específica por Modalidade

A hidratação no triatlo deve ser adaptada às demandas específicas de cada modalidade, considerando não apenas o volume, mas também a composição, temperatura e momento de consumo. Durante a natação, obviamente não há ingestão de líquidos, mas a preparação é fundamental: nos 15-30 minutos antes da largada, consuma 200-300ml de bebida esportiva levemente aquecida (em águas frias) ou refrescante (em águas mornas). Em provas de águas abertas frias, alguns atletas se beneficiam de bebidas aquecidas para ajudar na termorregulação pré-imersão, mas evite volumes grandes que possam causar desconforto durante os primeiros metros de nado.

No ciclismo, você tem controle total sobre sua hidratação e deve aproveitá-la ao máximo. Use duas garrafas com estratégias diferentes: uma com bebida esportiva concentrada (6-8% de carboidratos + 600-800mg sódio/L) para energia e eletrólitos; outra com água pura ou bebida muito diluída para hidratação e limpeza do paladar. Em condições de calor, considere bebidas geladas que ajudam no resfriamento interno. Estabeleça um cronograma rígido: 150-200ml a cada 15-20 minutos, independente da sede. Use garrafas com bicos esportivos que permitem beber sem reduzir significativamente a aerodinâmica ou controle da bike.

Na corrida, a hidratação se torna mais desafiadora devido ao impacto digestivo e logística limitada aos postos oficiais. Planeje sua estratégia baseada na localização dos postos: consuma 100-150ml em cada posto, alternando entre água e isotônico. Em condições de calor extremo, use água para resfriamento externo (molhe cabeça, pescoço, pulsos) além da ingestão. Aprenda a beber em movimento: pequenos goles, fechando parcialmente a glote para evitar aspiração. Se a prova permitir, considere usar um cinto de hidratação com garrafinhas pequenas para ter controle total sobre timing e composição das bebidas, especialmente em ultradistâncias onde os postos podem ser espaçados.

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Natação

Pré-largada: 200-300ml isotônico
Durante: Zero ingestão
Foco: Preparação térmica

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Ciclismo

Volume: 600-800ml/h
Estratégia: 2 garrafas diferentes
Foco: Energia + hidratação

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Corrida

Volume: 400-600ml/h
Estratégia: Postos oficiais
Foco: Tolerância digestiva

Fonte: www.nutrifitcoach.com.br

🏁 Otimização Nutricional nas Transições T1 e T2

As transições são momentos críticos frequentemente negligenciados pelos triatletas, mas representam oportunidades valiosas para ajustar sua estratégia nutricional e preparar o corpo para a próxima modalidade. Na T1 (natação para bike), seu corpo está emergindo de um estado de jejum forçado de 1-2 horas, com estoques de glicogênio parcialmente depletados e sistema digestivo “dormindo”. Os primeiros 10-15 minutos do ciclismo são cruciais: consuma imediatamente um gel de absorção rápida ou 200-300ml de bebida esportiva concentrada para prevenir hipoglicemia precoce. Prepare uma “garrafinha de transição” especial com 400-500ml de isotônico concentrado (8-10% carboidratos) que você consumirá exclusivamente nos primeiros 30 minutos do bike.

Durante a T1, aproveite para fazer uma avaliação rápida do seu estado: como está sua energia? Há sinais de desidratação? Sente fome ou náusea? Use essas informações para ajustar sua estratégia no ciclismo. Se saiu da água sentindo-se forte, pode ser mais agressivo com a alimentação inicial; se está nauseado ou tonto, comece mais conservadoramente com líquidos apenas. Tenha sempre um plano B preparado: géis de sabores diferentes, bebidas com concentrações variadas, e até tabletes antiácidos se necessário. O tempo gasto organizando sua nutrição na T1 será recuperado com juros durante o bike.

A T2 (bike para corrida) exige uma abordagem completamente diferente, focada em simplificar e preparar o sistema digestivo para o impacto da corrida. Nos últimos 20-30 minutos do ciclismo, pare gradualmente a ingestão de alimentos sólidos e concentre-se apenas em líquidos com eletrólitos. Na área de transição, considere um gel com cafeína (50-100mg) se ainda não usou, pois pode ajudar na adaptação neurológica à mudança de modalidade. Hidrate-se adequadamente mas evite excessos – é melhor começar a corrida levemente sub-hidratado que com estômago pesado. Muitos atletas cometem o erro de tentar “compensar” deficits energéticos na T2, mas este momento deve ser sobre preparação, não recuperação.

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T1: Natação → Bike

Prioridade: Reativar digestão
Ação: Gel + isotônico concentrado
Timing: Primeiros 10-15min bike

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T2: Bike → Corrida

Prioridade: Simplificar alimentação
Ação: Só líquidos + cafeína
Timing: Últimos 30min bike

Fonte: www.nutrifitcoach.com.br

😐 Estratégias para Manter Ingestão Sem Apetite

A perda de apetite durante provas longas é um fenômeno normal causado pela redistribuição do fluxo sanguíneo, elevação da temperatura corporal, liberação de hormônios do stress e fadiga neural. Entretanto, continuar se alimentando mesmo sem fome é fundamental para manter o desempenho e evitar o “bonk” (hipoglicemia severa). A chave está em não depender da fome como indicador – ela é notoriamente não confiável em exercícios de ultra resistência. Estabeleça alarmes no seu relógio a cada 15-20 minutos durante o bike e 20-30 minutos na corrida, tratando a alimentação como uma tarefa mecânica, não uma escolha baseada em sensações.

Quando o apetite diminui, foque em variar sabores, texturas e temperaturas para “enganar” o cérebro e manter a palatabilidade. Alterne entre doce (géis de frutas), salgado (batata, pretzels), ácido (bebidas cítricas) e neutro (água). Use bebidas geladas em clima quente e mornas em clima frio para estimular diferentes receptores. Mascar gelo ou balas de menta pode reativar a salivação e melhorar a tolerância oral. Pequenas quantidades frequentes são sempre preferíveis a grandes volumes espaçados – é mais fácil “empurrar” 30ml de gel a cada 15 minutos que 150ml de uma vez.

Tenha estratégias de emergência preparadas para momentos de aversão total à comida. Bebidas muito diluídas (2-4% carboidratos) são geralmente melhor toleradas que concentradas; água de coco natural fornece eletrólitos e carboidratos com sabor mais neutro; caldos salgados podem ser palatáveis quando nada doce “desce”. Alguns atletas se beneficiam de técnicas psicológicas: visualizar a comida como combustível para um motor, não como prazer; dividir a ingestão em micro-objetivos (“apenas este gole”, depois “apenas mais um”). Se nada funcionar, priorize ao menos a hidratação com eletrólitos e reduza o ritmo até recuperar a capacidade de se alimentar.

⏰ Estratégia Mecânica

• Alarmes a cada 15-20min
• Não depender da fome
• Tratamento como tarefa
• Volumes pequenos frequentes

🎭 Variação Sensorial

• Alternar doce/salgado/ácido
• Temperaturas diferentes
• Texturas variadas
• Estímulos palatais (gelo/menta)

🆘 Estratégias Emergência

• Bebidas muito diluídas
• Água de coco natural
• Caldos salgados
• Técnicas psicológicas

🧠 Técnicas Mentais

• Visualizar como combustível
• Micro-objetivos
• Associações positivas
• Reduzir ritmo se necessário

Fonte: www.nutrifitcoach.com.br

🍌 Uso Estratégico de Alimentos Sólidos em Provas Longas

Alimentos sólidos em provas de ultra resistência não são apenas uma questão de preferência pessoal, mas uma necessidade fisiológica e psicológica que pode determinar o sucesso ou fracasso da prova. Após 4-6 horas consumindo apenas géis e líquidos, é comum desenvolver aversão gustativa e até náusea com sabores doces artificiais. Alimentos sólidos oferecem variedade sensorial, saciedade psicológica, liberação mais lenta de energia e melhor tolerância digestiva para alguns atletas. O timing é crucial: reserve sólidos para momentos de menor intensidade no ciclismo (subidas longas, trechos planos) ou durante caminhadas estratégicas na corrida.

Os melhores alimentos sólidos para triatletas combinam alta densidade energética, baixo teor de fibras e gorduras, facilidade de mastigação e resistência ao calor/umidade. Bananas maduras são clássicas pela praticidade e digestibilidade; bolos de arroz (arroz cozido com sal e açúcar) fornecem energia sustentada; sanduíches pequenos de geleia (sem manteiga) são familiares e palatáveis; tâmaras recheadas com pasta de amendoim combinam carboidratos simples e complexos; batata doce cozida com sal é preferida por muitos ultramaratonistas. Evite alimentos com muita fibra (cereais integrais), gordura (nozes, queijos) ou proteína (carnes), que retardam o esvaziamento gástrico.

A logística dos sólidos exige planejamento extra. Durante o ciclismo, transporte alimentos em sacos plásticos pequenos no top tube ou bolsos da roupa, protegidos do suor e facilmente acessíveis com uma mão. Fracione em pedaços pequenos que podem ser consumidos em 2-3 mordidas – evite alimentos que exigem mastigação prolongada em alta intensidade. Na corrida, aproveite pontos de apoio para sólidos mais complexos, ou carregue pequenas quantidades em cintos especializados. Sempre acompanhe sólidos com líquidos para facilitar deglutição e digestão. Teste extensivamente em treinos longos para identificar quais alimentos funcionam para você em diferentes condições de intensidade, clima e fadiga.

🍽️ Alimentos Sólidos Recomendados por Situação
Alimento Melhor Momento Vantagens Cuidados
Banana Bike – qualquer momento Natural, potássio, familiar Pode amolecer no calor
Bolo de arroz Bike – subidas longas Energia sustentada, sal Preparação antecipada
Sanduíche geleia Bike – meio da prova Familiar, carboidratos Evitar manteiga/gordura
Tâmaras Corrida – pontos apoio Doce natural, energia rápida Mastigação cuidadosa
Batata doce Ultra trail – caminhadas Carboidratos + minerais Apenas em baixa intensidade
Fonte: www.nutrifitcoach.com.br

🔄 Protocolo de Recuperação Nutricional Pós-Prova

A recuperação nutricional após um triatlo de longa duração é tão crítica quanto a nutrição durante a prova, pois determina não apenas como você se sentirá nos próximos dias, mas também sua capacidade de treinar novamente e adaptação às cargas futuras. A “janela anabólica” de 30-60 minutos pós-exercício é real e deve ser aproveitada ao máximo: consuma 1-1,2g de carboidrato por kg de peso corporal junto com 20-25g de proteína de alta qualidade. Esta combinação maximiza a reposição de glicogênio muscular e hepático enquanto inicia os processos de reparo e síntese proteica. Bebidas recovery prontas, iogurte com granola, chocolate com leite, ou ovos mexidos com pão são opções práticas e eficazes.

A reidratação pós-prova requer atenção especial, pois perdas hídricas em provas longas podem chegar a 3-6L ou mais. Calcule sua perda pesando-se antes e depois da prova (ajustando para líquidos consumidos durante): para cada 1kg perdido, consuma 1,5L de líquidos nas próximas 6 horas. Priorize bebidas com eletrólitos nas primeiras 2-3 horas (sódio 300-500mg/L, potássio 150-300mg/L) para facilitar retenção hídrica e restaurar equilíbrio osmótico. Água pura em grandes volumes pode causar hiponatremia pós-exercício – sempre inclua eletrólitos. Monitore a cor da urina: deve progredir de amarelo escuro para amarelo claro nas 12-24 horas seguintes.

As refeições subsequentes nas 24-48 horas pós-prova devem focar em alimentos anti-inflamatórios, ricos em antioxidantes e de fácil digestão. Frutas vermelhas (mirtilo, cereja) contêm antocianinas que reduzem inflamação muscular; peixes ricos em ômega-3 (salmão, sardinha) combatem processos inflamatórios sistêmicos; vegetais coloridos fornecem vitaminas e minerais para recuperação celular; carboidratos complexos (quinoa, batata doce, aveia) mantêm reposição energética sustentada. Evite álcool por 24-48 horas pois prejudica síntese proteica e reidratação. Suplementos como vitamina D, magnésio e probióticos podem acelerar a recuperação, mas alimentos integrais devem ser a prioridade. Durma adequadamente – é durante o sono que a maior parte da recuperação muscular ocorre.

0-30 min

Janela Anabólica: 1-1,2g CHO/kg + 20-25g proteína

0-6 horas

Reidratação: 1,5L para cada 1kg perdido + eletrólitos

2-4 horas

Refeição Completa: CHO + proteína + anti-inflamatórios

24 horas

Normalização: Alimentação regular + sono adequado

48 horas

Avaliação: Energia, hidratação, marcadores recuperação

Fonte: www.nutrifitcoach.com.br

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